A melhora do cenário econômico no primeiro trimestre deste ano, após o impacto mais profundo da crise financeira global, gerou um crescimento significativo nos lançamentos de ações de empresas no período. De acordo com relatório da Ernst & Young, 267 empresas abriram capital nos três primeiros meses do ano em todo o mundo, alta de 413% na comparação com as 52 negociações feitas no mesmo período de 2009.
Os chamados IPOs (ofertas públicas iniciais de ações, na sigla em inglês) movimentaram US$ 53,2 bilhões mundialmente no primeiro trimestre, dos quais 6% no Brasil. O país foi o quarto principal mercado no período, com cinco aberturas de capital realizadas e captação de US$ 3,3 bilhões. Os três primeiros colocados são China, Japão e Estados Unidos.
"A despeito da atividade de IPOs ter ficado um pouco aquém do que se esperava no Brasil, com quatro dos cinco IPOs abaixo da meta de precificação, a sinalização é de retomada em todo o mundo e as perspectivas são as melhores possíveis", afirmou o sócio da Ernst & Young Brasil para a área de IPOs, Paulo Sérgio Dortas, em nota.
Juntos, os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) levantaram US$ 26,2 bilhões (49% do total) em 135 negociações (51% do total) no período. Seis dos dez maiores IPOs e 11 dos 20 maiores vieram do grupo de países emergentes. Três das cinco transações da BMF&Bovespa estão nessa lista: OSX, em 7º lugar (US$ 1,388 bilhões); Ecorodovias, em 13º (US$ 656 milhões); e BR Properties, em 15º (US$ 523 milhões).
A Ásia liderou o ranking entre os continentes e manteve o forte ritmo de atividades de IPOs durante o trimestre, com 166 ofertas (US$ 35,1 bilhões), 66% do total de recursos levantados no trimestre e das quantidades de IPOs. Em toda a Europa, houve 39 IPOs neste período, número mais elevado desde o último trimestre de 2007.
"A atividade nos mercados emergentes continua forte, mas o diferencial deste período é que presenciamos o renascimento da atividade em mercados importantes, como Tóquio, Londres, Paris e Frankfurt. Esperamos agora que os investidores continuem a voltar para os mercados europeu e norte-americano à medida que a economia global melhora."
Private equity
Um outro relatório produzido pela consultoria aponta que o cenário de private equity --fundos de investimento que compram participações acionárias em empresas de capital fechado-- tem aquecido com um retorno de atividades desde o terceiro trimestre de 2009 e ganhou força com um aumento significativo de transações a partir do final do ano.
O valor das transações no segmento cresceu 59% no primeiro trimestre, passando a movimentar US$ 27 bilhões em 358 transações globais, comparados a US$ 17 bilhões em 415 operações no mesmo período do exercício anterior.
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